O meus gestos, presos às palavras que não digo, fazem sombra na parede em frente. Os meus gestos, mantidos na subtileza das sensações, como se nada os derrubasse, como se nada me perfurasse, como se nada me fizesse o coração crescer e ficar quente, ecoam no branco da parede, ecoam no espaço que fica entre o meu coração e o mundo.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Presente e näo futuro
Nunca mais o amor puro e perfeito que tu me deste. Nunca mais amar alguém tão deliciosamente errado como tu.
Nunca mais o coração tão leve, a querer saltar-me do peito para ir a correr atrás do teu, os batimentos de ambas perfeitamente sincronizados.
Não mais as tuas palavras de poeta - o nome que não gostavas que te chamasse.
Não mais todos os gestos que tínhamos, todas as brincadeiras que criámos, tudo aquilo que nos definia e que era só nosso. Agora são apenas recordações no vento.
Não mais.
Nunca mais o mistério de quem tu és.
Não mais o tentar adivinhar-te o pensamento, não mais essa caixinha de surpresas que me amarrou a ti com os laços de um amor tão forte. Nunca mais a magia do teu olhar no meu, as palavras a fluir sem voz.
Não mais a tua silhueta colada à minha. Nunca mais o silêncio das nossas tardes onde se dizia tanto sem falar, tentando agarrar o tempo que corria indiferente às saudades. Nunca mais as nossas músicas, os nossos momentos, as nossas memórias. Não mais olhar para ti e sentir-te minha.
Não sei o que o futuro me reserva; não sei se um dia poderei olhar para estas palavras, novamente segura no conforto dos teus braços, e dar graças, porque afinal estava tão errada.
Não sei que surpresas ainda virão.
Mas hoje, hoje vivo na angústia desta ideia:
Tu, não mais.
Nunca mais o coração tão leve, a querer saltar-me do peito para ir a correr atrás do teu, os batimentos de ambas perfeitamente sincronizados.
Não mais as tuas palavras de poeta - o nome que não gostavas que te chamasse.
Não mais todos os gestos que tínhamos, todas as brincadeiras que criámos, tudo aquilo que nos definia e que era só nosso. Agora são apenas recordações no vento.
Não mais.
Nunca mais o mistério de quem tu és.
Não mais o tentar adivinhar-te o pensamento, não mais essa caixinha de surpresas que me amarrou a ti com os laços de um amor tão forte. Nunca mais a magia do teu olhar no meu, as palavras a fluir sem voz.
Não mais a tua silhueta colada à minha. Nunca mais o silêncio das nossas tardes onde se dizia tanto sem falar, tentando agarrar o tempo que corria indiferente às saudades. Nunca mais as nossas músicas, os nossos momentos, as nossas memórias. Não mais olhar para ti e sentir-te minha.
Não sei o que o futuro me reserva; não sei se um dia poderei olhar para estas palavras, novamente segura no conforto dos teus braços, e dar graças, porque afinal estava tão errada.
Não sei que surpresas ainda virão.
Mas hoje, hoje vivo na angústia desta ideia:
Tu, não mais.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Tunel de som
A minha pequena poesia não chega. As palavras pequenas que conheço não são suficientemente grandes para comportar o que quero, quero novas palavras, palavras inventadas com sabor a cheio, à plenitude do seu significado, ao que me percorre a mente em vocábulos menores. As rimas que construo de forma esforçada são deficientes, insuficientes, queria rimas de sons impossíveis, de palavras inteiras, o poema supremo, onde uma vida toda de emoções seria descrita. É preciso uma nova linguagem, para quem não sabe pintar em cores garridas o que é preciso dizer, ou não consegue arrancar uns sons trémulos e ricocheteados do sentimento a um instrumento, ou para aqueles cuja impossibilidade socialmente incorrecta e comprometedora de gritar as entranhas para fora do corpo é demasiada para poder ser suportada posteriormente. Porque estas palavras já não chegam. Sim, confesso, já não me chegam. Provavelmente não poderei estender esta minha visão a outros, seria ridículo distribuir um abaixo-assinado que ninguém iria apoiar, escrevinhando o seu nome por baixo da minha sugestão. Quem não sabe fazer uma coisa, faz outra. Quem não se expressa das outras formas, usa as palavras, compõe frases, redige sentimentos e opiniões ou conta-os verbalmente. Mas que fazer quando nos assola esta lacuna que me aflige? Não é a ausência, é antes a falta de importância, de significado. Não são suficientemente grandes para expressar tudo o que quero e canalizar ansiedades e desesperos de causa. Gritar, concluo.
Ir pela via do som exagerado parece-me a solução.
Ir pela via do som exagerado parece-me a solução.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Oculta
Está tudo diferente.
As mobílias foram mudadas de lugar.
Já não sei qual é o meu lugar nesta casa.
As pessoas ficaram mais pequenas.
Tornaram-se indiferentes ao meu sorriso.
Procuro-as quando estou sozinha, fecho os olhos e chamo-as.
Mas elas não escutam.
Elas não vêm.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Antes que. . . !
Estou cansada.
Cansada de achar-me
Cansada.
Preciso de descansar!
Não consigo dormir.
Ama-me…
Ama-me antes do sono me levar.
Antes que não me consigas acordar mais.
Cansada de achar-me
Cansada.
Preciso de descansar!
Não consigo dormir.
Ama-me…
Ama-me antes do sono me levar.
Antes que não me consigas acordar mais.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Porque a vida tem disto!
Antes eu era literalmente Infeliz, refugiada e angustiada.
Quando te conheci.
Passei a ser feliz, nao täo feliz quanto tencionava, mas em tudo existe falhas ou obstactulos ao sucesso por inteiro.
Na verdade, nao era assim täo feliz, mas queria se-lo e lutei talvez em väo e sozinha.
Mas agora, agora depois de te conhecer e sem te ter, voltei a ser ainda mais infeliz do que antes refugiada e angustiada.
Quando te conheci.
Passei a ser feliz, nao täo feliz quanto tencionava, mas em tudo existe falhas ou obstactulos ao sucesso por inteiro.
Na verdade, nao era assim täo feliz, mas queria se-lo e lutei talvez em väo e sozinha.
Mas agora, agora depois de te conhecer e sem te ter, voltei a ser ainda mais infeliz do que antes refugiada e angustiada.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
emoçoes
Incorporo-te o costume de cada jeito, para ignorar as minhas certezas de saudade, e viver de maneira a recordar o que criamos, mexendo em milhares de nervos ocultos mostrados em precisão de emoções de tanta saudade.
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