quinta-feira, 26 de junho de 2008

Queremos tudo e nada!

Queremos tudo, possuímos nem metade. Quando penso que tenho tudo, há sempre qualquer coisa que me escapa, que me escorre por entre os dedos.
Ontem tinha um amigo. Hoje sinto a falta. Amanhã percebo que não me faz falta. Hoje tenho muito trabalho, amanhã falta-me tempo. Hoje tenho um beijo, amanhã falta-me um abraço. Ontem faltava-me a experiência, hoje falta-me a juventude. Ontem sonhava demais e realizava de menos. Hoje falta-me o sonho para superar a realidade mediocre. Ontem queria tempo. Hoje acho que apenas me faltava o que fazer.
Este texto expressa a minha completa e absoluta falta de jeito ou a minha ambição confusa.

Espero que nunca me faltem as palavras...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Vou-te proteger com a minha força.

Está-me um dizer embrutecido, parado na boca e debate-se para sair... é triste.
Se o deixar ir vai enegrecer a claridade dos dias que ainda têm Sol.
Se o deixar sair, vai arrancar pela raiz todas as flores artificiais que enfeitam a sala.
Se o deixar sair, deixarei de ser jardineiro e passarei a ser ceifeiro.
Está-me um dizer duro a atravancar a garganta... seguro-o? Ainda consigo, mas posso perder-lhe o controle. Se me fugir, vai ser lâmina nua que corta sem cuidado ou, palavra crua que se carrega de letras mortais.Está-me um dizer que não quero dizer, que tenho e não quero ter, preso pelos lábios que rebentam em febres de impotência de tristeza.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Dias e dias

Aqui estou eu diluida em palavras tentando exprimir o indisivel.
penso e repenso
e não encontro conclusão.
Quem sou, o que quero da vida?
É-me muito dificil encontrar um meio de alcançar esse saber
Agora estou triste,
mas logo quem sabe eufórica.
Adopto uma postura calma, serena, tranquila;
Somente fachada!
Tenho tanto dentro de mim para explorar...
Uma quantidade de locais para visitar...
Uma imensidão de coisas para aprender...

E limito-me somente a esperar!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Afinal... Qual é?


Afinal qual é mesmo a pior caracteristica do Touro?


Pedem-se opniöes...



quarta-feira, 11 de junho de 2008

Sou pessoa e não palavras!

Existe um mundo que cresce só de palavras, alimenta-se... Por vezes habito por lá, outros por aqui... São dias, que são esses e não mais, nem sequer reflexo são... Escrevo-os, imagino que sim... Rio-me com quem me encontra lá... Para eles sou as palavras... Não me conhecem, não sabem que ruas deixo para trás... Talvez me tenham visto, mas é provável que não... Não interpretes, são só palavras... Não é um diário que lês, há muito que o guardei... Para ler esse, não basta folheá-lo, é preciso sentir... São precisos olhos nos meus, sem palavras... Já encontrei quem sim... Quem soube folhear o meu livro... Já encontrei quem não... Julgavam que as palavras escondiam tudo e que as tinham descoberto... Não... Não sou palavras, nem estas, nem outras... O mundo das palavras não tem fronteiras, posso tudo... Tudo o que não tenho aqui, tenho lá... Tenho um amor-perfeito e uma cama onde o deito... Aqui... Sou eu... Sou o erro, o defeito e tudo resto... Não serei é o que dizem, há mais para além desse lado... Nunca serei perfeito, nem por ti, nem por ninguém... Não procuro perfeição, procuro quem me saiba ler... Não as palavras, mas a mim...


Obrigada por procuras-me fora das palavras perfeitas quando na verdade sou simplesmente a perfeição da imperfeição

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Cuidado!

Sou assim, näo por escolha minha.
Sou apenas o resultado de uma série de variáveis inconstantes,
Tal como o vento.
Não, näo vou baixar a cabeça e esperar que vocês,
Seres sempre perfeitos,
Me perdoem por ser assim….
Assim, näo sei como,
Mas de alguma maneira há-de ser.
A explosäo que nunca viram.
e que näo väo querer repetir.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Penso-te, acalmo-me!

Altero o meu estado, despejo o que há no saco, descubro o que há de intacto nas coisas, nos traços, nos espaços, nos caminhos, na sombra dos passos.
Resumo tudo em algumas palavras, em alguns gestos, alguns inesperados, parece que sinto na tua expressão, o verão a destilar-se em mim, em ti, sobre nós, em grandes pedaços de pensamento abstracto, nem lapsos, em vácuo, sem nada no meio do teu corpo e do meu. Assim de uma assentada, quase tudo o que já era, foi, quase tudo o que já havia sido ainda era, quase tudo o que parecia ser também seria.
A tua nudez na minha pele branca, o teu suor na minha boca, nos membros dormentes do cansaço do dia, o nosso som recortado pela luz a entrar da janela faz-nos brilhar, faz-me sentir-te faz-me amar-te.


(E depois de pensar em ti, parece que ate o mar falou-me mais alto... e eu sorri)